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sábado, 22 de junho de 2013

Inflamação Granulomatosa


A inflamação granulomatosa é um padrão distinto de reação inflamatória crônica caracterizada pelo acúmulo focal de macrófagos ativados,que geralmente desenvolvem uma aparência epitelioide (semelhante ao epitélio).

Existem dois tipos de granulomas,que diferem quanto a sua patogenia.

  • Granulomas de corpos estranhos: são provocados por corpos estranhos (fios de sutura por exemplo) relativamente inertes e que não provocam resposta imune. O exame histológico destes granulomas permite ver o corpo estranho no seu interior.
  • Granulomas imunes: são causados por agentes, insolúveis ou de digestão difícil, capazes de provocar uma resposta imune celular.

Neste tipo de resposta, os macrófagos ingerem o material estranho e apresentam-no aos linfócitos T, que são então ativados, produzindo citocinas, ativando outras células T e outros macrófagos.

O estudo histológico dos granulomas é importante pois algumas doenças tais como a tuberculose, esquistossomose e a blastomicose podem ser diagnosticadas quando os seus agentes etiológicos são encontrados no granuloma.


Outras células importantes na inflamação crônica são:


1-      Linfócitos – são imobilizados tanto nas reações imunológicas humorais quanto celulares,e até mesmo nas reações não-imunológicas.Os linfócitos estimulados por antígenos (efetores e de memória) de diversos tipos (T,B) usam vários pares de moléculas de adesão (predominantemente as integrinas e as adesinas) e quimiocinas para migrar para os locais de inflamação.

2-       Eosinófilos – são particularmente abundantes nas reações imunes mediadas por IgE e nas parasitoses.

3-      Mastócitos – são células abundantes no tecido conjuntivo e que podem liberar histamina, particularmente nas reações anafiláticas a drogas, venenos de insetos e reações a alimentos.


4-       Leucócitos polimorfonucleares – embora sejam mais característicos das inflamações agudas, podem ser encontrados também nas inflamações crônicas.

Mecanismos dos macrófagos na Inflamação Crônica:


Na inflamação crônica o acúmulo de macrófago persiste,sendo mediado por diversos mecanismos:

   1- Quimiotaxia.
   2- Proliferação de macrófagos no foco inflamatório.
   3- Liberação no foco inflamatório de um fator de inibição da migração de macrófagos, que os impede de abandonar o foco inflamatório.




Infiltração de Células Mononucleares


O macrófago é a célula dominante na inflamação crônica.

  • Os macrófagos são ativados por citocinas das células T imunologicamente ativadas (especialmente o IFN-y) ou por estímulos não-imunológicos,como a endotoxina.Os produtos elaborados pelo macrófagos ativados que causam lesão tecidual e fibose estão assinalados.A.A,ácido aracdônico;PDGF,fator de crescimento derivado das plaquetas;FGF,fator de crescimento dos fibrosblastos;TGFbeta,fator transformante de crescimento beta.





Características Morfológicas


    1-Infiltrado inflamatório por células mononucleares (macrófagos, linfócitos e plasmócitos)
    2- Destruição tecidual que é produzida pela persistência do agente agressor ou pelas células inflamatórias
    3- Tentativa de reparo que produz tecido conjuntivo.

A inflamação crônica ocorre nas seguintes situações:

 
   1- Infecção persistente por certas bactérias: como por exemplo o bacilo da Tuberculose.
   2- Exposição prolongada a determinadas substâncias irritantes: tais como a sílica.
   3- Reações autoimunes: como por exemplo no Lúpus Eritematoso Sistêmico.

Inflamação Crônica


"Reação tecidual caracterizada pelo aumento dos graus de celularidade e de outros elementos teciduais, diante da permanência do agente agressor".


Em termos clínicos, na maioria das vezes, a inflamação crônica é entendida segundo seu critério cronológico, ou seja, é o tipo de inflamação que perdura por longo tempo, não sendo visíveis os sinais cardinais de dor, tumor, calor, rubor e perda de função. Existe ainda o critério biológico, em que se classifica uma inflamação crônica segundo seus elementos teciduais, quais sejam fibroblastos, linfócitos, macrófagos (células ditas do sistema mononuclear macrofágico) e pouca quantidade ou ausência de fenômenos exsudativos plasmáticos. Contudo, muitas vezes, o clínico pode classificar uma inflamação como sendo do tipo crônica, mas, ao olharmos no microscópio, poderemos visualizar elementos teciduais que não correspondam a uma inflamação crônica. Portanto, a visão microscópica (ou biológica) não necessariamente concorda com a visão clínica; o diagnóstico, nesses casos, deve ser feito considerando-se ambos os critérios.  

Os componentes da inflamação crônica são: 
  • células do sistema mononuclear macrofágico (linfócitos, plasmócitos e macrófagos)
  • destruição tecidual, decorrente da permanência do agente agressor (fase degenerativo-necrótica)
  • tentativas de reparação (fase produtivo-reparativa), traduzida pela formação de vasos sangüíneos (angiogênese) 
  • pela substituição do parênquima (a parte funcional do órgão) por fibras (fibrose)